segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Moradia

Da nossa experimentação acerca do morador de rua, ficou em mim um incômodo que pouco sei expressar. Sinto que é um longo caminho, uma vivência que ganha corpo de maneira sutil, quase invisível, com ritmo variável para cada aspecto do trabalho.
Estava tão cansada quando cheguei em casa. Com muita sede, só fui beber água depois de um tempo. O mesmo em ir ao banheiro. Primeiro eu lavei as mãos, e depois deitei no chão. Penso, da próxima vez vou descansar na rua, é mais saudável.
Ao pegar o copo e tirar a água do bebedouro, senti uma sensação muito confusa: não era referente ao conforto, mas a alguma coisa relativa à moradia. Eu ainda não sei mesmo o que estou a criar.
Sugiro que a mínima diferença que senti ao estar em casa e beber a água foi em relação ao privado. a um sossego, uma calmaria que talvez nunca houvesse distinguido. contudo a casa estava ocupada por diversas pessoas